Ghita Galvão
sexta-feira, 30 de março de 2012
Castelo de areia
Eu vivo da construção de castelos pouco resistentes em bases pouco sólidas.
Na iminência do menor dos ventos, brisa mesmo,ele balança, se inclina para os lados,fico aflita.
Vivo então, consumida pela ansiedade da queda de uma composição mal feita.
Na iminência do menor dos ventos, brisa mesmo,ele balança, se inclina para os lados,fico aflita.
Vivo então, consumida pela ansiedade da queda de uma composição mal feita.
Ghita Galvão
A insustentável leveza de ser eu
Meu peso afunda as minhas pernas no chão,
me joga contra o concreto,
o transforma em líquido e de novo sólido.
Meu peso me doi o peito,
Talvez por ser tão perto das costas.
me joga contra o concreto,
o transforma em líquido e de novo sólido.
Meu peso me doi o peito,
Talvez por ser tão perto das costas.
Ghita Galvão
Direito
Sonho em viver uma poesia que alterne entre leveza e peso, sem meios termos e com direito a todos os sentimentos possíveis, calmamente, cada um esperando a sua vez, sem exitar.
Ghita Galvão
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